LUZ PARA AS ONDAS GRAVITACIONAIS
As tão procuradas ondas gravitacionais podem estar ao alcance dos nossos olhos, sem contudo nos darmos conta deste fato. Suponho (infelizmente) que a velocidade atribuída à interação gravitacional (*) seja a velocidade c, e por isso coincidente com a velocidade da luz. Se assim o for, esta "coincidência que mais parece um propósito, ocorre noutras circunstâncias, que aproximam e assemelham ainda mais a natureza das propriedades físicas da gravidade com vários aspectos apresentados pelas ondas luminosas.
Não só a velocidade de interação nos dois casos seria a mesma como também ambas tem o atributo praticamente exclusivo de permear e transitar pelo vácuo sem qualquer restrição. Outro aspecto coincidente destas duas grandezas físicas é que ambas variam de intensidade de forma inversamente proporcional ao quadrado da distância e têem alcance que tende a infinito.
Desde o século passado tem-se procurado um meio luminífero capaz de transportar a luz, porque ainda hoje é paradoxal adimitir um fenômeno ondulatório que dispense um meio que comporte sua propagação. É curioso que atualmente se faça empenho parecido mas no sentido inverso para se detectar uma onda (transportada por um hipotético graviton), que se propagaria pelo campo gravitacional, porque também neste caso parece paradoxal e irônico, a existência de um campo que clame veementemente pela adoção de uma única onda que nunca se revela.
Se a luz é uma onda órfã de meio de propagação, e a gravidade um meio de propagação ainda destituído de uma onda, então a aproximação destes dois fenômenos complementares promete casamento harmonioso e indissolúvel.
Porém, o melhor argumento a favor desta união, está no Princípio de Relatividade Restrita, cujo segundo postulado exige que a luz tenha velocidade C, que independa das condições de movimento da fonte que a emite. Como este postulado não se preocupa com os outros aspectos ou atributos físicos apresentados pela onda luminosa conclui-se que qualquer fenômeno ondulatório (onda gravitacional por exemplo) que venha desenvolver essa mesma velocidade, ele o fará de forma independente da fonte que o emite, para satisfazer assim plenamente o raciocínio que exige tal comportamento para o fenômeno luminoso. Se na época foi difícil admitir esse comportamento para a luz , somos obrigados agora a passar pela mesma situação embaraçosa, que se complica, ainda mais se considerarmos que ; se o éter luminoso foi deixado de lado por exigir certas propriedades " especiais ", então, o que nos permite pensar que encontramos na gravidade as condições adequadas para o transporte de uma onda que também viaja à velocidade C ?
- Porque não permitimos ao éter (no passado) as mesmas regalias concedidas à gravidade (no presente) ?
- Afinal, se não for C , qual será a velocidade da onda gravitacional (*) ?
- Que efeito teríamos se a gravidade ondulasse numa freqüência do espectro luminoso ?
- Deveria a onda gravitacional ser quantificada da mesma forma que a luz ?
- As ondas gravitacionais podem ser polarizadas ?
Parece desnecessário que a natureza necessite conviver com esta duplicata redundante . Onda luminosa e onda gravitacional são a mesma coisa.
As ondas gravitacionais estão literalmente ao alcance de nossos olhos ; Basta abrí-los !
(*) Eu publiquei este artigo pela primeira vez, no início de 2001, no site português www. nonio.com. Apenas em 9 de janeiro de 2003 foi que lí pela primeira vez na Folha de São Paulo que um dupla de cientistas americanos confirmaram que a velocidade de propagação da força gravitacional é idêntica à velocidade da luz.

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