UM ERRO NA RELATIVIDADE
UM ERRO NA RELATIVIDADE
(este artigo ainda esta sendo editado)As leis de conservação da energia entendem que todo objeto em repouso possui energia total igual a mc2, que deve ser acrescida de energia cinética quando o sistema é colocado em movimento. É possível no entanto, contestar este raciocínio sem ferir o referido princípio, defendendo-se que a energia total da matéria é sempre constante e igual a mc2, independentemente do seu estado de movimento, baseando-se num argumento que sugere que a energia cinética quando aparece, ela o faz em detrimento da energia de repouso que diminui consecutivamente, garantindo que a energia total permaneça constante e conservada em mc2. Com base neste pensamento pode-se então afirmar que:
A Teoria da Relatividade erra quando afirma categoricamente que a massa ou inércia aumenta por ocasião do aumento da velocidade relativa, e que esse aumento tende a valor infinito quando a velocidade se aproxima da velocidade da luz. Esta afirmação está equivocada e colabora com os absurdos que este artigo pretende apontar e eliminar devidamente.
A primeira incoerência aparece quando constatamos que fica impossível atingir a velocidade da luz, mesmo que para isso transformemos toda a massa do universo em energia para acelerarmos uma única e insignificante partícula. O paradoxo não está na dificuldade de se alcançar a velocidade da luz, nem na impotência da energia de impulsão, mas no aspecto puramente relativo, primordial e objetivo da teoria, porque ao consumirmos o universo que é a única referência, a partícula em tal condição, hipotética e extrema, sequer poderá se “dizer” em movimento, devido à falta do referencial que para acelerá-la, foi consumido em favor da sua (agora) duvidosa velocidade.
A segunda incoerência se deve ao fato da teoria defender aumento de inércia, mas não concordar com aumento de gravidade, porque massa inercial e massa gravitacional sempre foram grandezas físicas inseparáveis e coincidentes para um mesmo objeto, independentemente do tipo de movimento da massa em questão, e ainda que este aumento fosse apenas do ponto de vista relativo. Mesmo assim que significado teria um aumento gravitacional, que poderia assumir valor infinito nas proximidades da velocidade da luz? Quando se fala de aumento de inércia, estamos admitindo implicitamente aumento da massa inercial e conseqüentemente aumento da massa gravitacional.
A terceira incoerência decorre da primeira e fere o princípio de conservação da energia, criado pelo ilustre Lavoisier, que certamente ficaria horrorizado com a possibilidade do universo ser convertido inutilmente numa única e imóvel partícula, devido à tranferência de energia de repouso daquele, para garantir a energia cinética desta.
Para se corrigir estas distorções, daremos nova interpretação à impossibilidade de se alcançar a velocidade da luz, admitindo que o lastro que permite melhor visualização do problema, está apoiado na atuação das interações físicas entre partícula e referencial, pois são elas as verdadeiras responsáveis pelo (desde já) aparente aumento de inércia produzido pelo movimento relativo. As interações físicas devem ser compreendidas como sendo o conjunto dos mais diferentes aspectos e propriedades físicas da matéria através do qual os objetos se influenciam, se “expressam” e se fazem presentes.
É oportuno observar que a afirmação “aumento de inércia" traz consigo um indesejável aspecto de aumento de consistência, que se opõe frontalmente com a idéia de perda de contato ou de interação física, que aqui será desenvolvida e irá justificar plenamente a sensação de impotência que sentimos quando tentamos nos aproximar da velocidade da luz. De outra forma, diremos que com o aumento da velocidade relativa, os objetos ao invés de ficarem mais pesados, mais consistentes, mais presentes, e com isso mais inertes, eles ficarão mais transparentes, mais irreais, mais etéreos, mais alheios, dificultando assim cada vez mais qualquer tipo de interação física com seus referenciais, que “sentirão” dificuldade cada vez maior de trocar energia com algo que está se “sublimando”. É como se tentássemos inutilmente empurrar fantasmas; Seriam os fantasmas excessivamente pesados, ou suficientemente transparentes? Contrários a se afirmar que toda a energia fornecida pelo referencial será sempre insuficiente, defenderemos que esta energia oferecida passa a ser ignorada pela partícula devido ao movimento relativo.
No movimento harmônico simples ocorre um fenômeno que serve de analogia, por se encaixar perfeitamente como modelo do aspecto matemático que envolve ambas as situações, pois a energia total de um sistema em MHS é igual a soma da energia cinética máxima com a energia potencial mínima, ou pode ser ainda a soma da energia cinética mínima com a energia potencial máxima, ou simplesmente a soma da energia cinética com a energia potencial, conforme segue:
EN. TOTAL = EN. POT. + EN. CIN. = ½ k x2máx. = ½ m v2máx.
É importante destacar que no MHS a energia total é uma constante e que as energias cinética e potencial são portanto complementares, o que significa dizer que o aumento de uma delas implica necessariamente na redução da outra. Analogamente, sugerimos que o mesmo aconteça com a energia total dos corpos em movimento relativo, que deverá ser sempre igual a mc2 e obtida a partir da soma da energia de repouso (que de agora em diante será chamada de energia de interação), com o seu par complementar que é a energia cinética. Sendo assim a energia total de um corpo (em repouso ou em movimento) será sempre uma constante de valor igual a mc2, resultado da soma do par complementar: energia de interação (en. de repouso) + energia cinética. Através do aumento da velocidade a energia de interação (em repouso = mc2) vai se transformando em energia cinética e como num pêndulo, esta energia pode retornar transformando-se novamente em energia de interação quando a velocidade diminui.
EN. TOTAL = EN. DE INTER. (repouso) + EN. CINÉTICA = mc2
Enquanto a energia de interação pode variar de mc2 para praticamente zero devido ao aumento de velocidade, a energia cinética varia automática e respectivamente de zero (em repouso) para um valor máximo apenas próximo de mc2, porque é sabido que nenhum objeto alcança a velocidade da luz (veja a curva G 2).
O cálculo da variação da energia de interação e da energia cinética deverá ser feito usando o mesmo critério e fator de correção (Transformações de Lorentz) que determinam a variação dos comprimentos relativos.
Este artigo está incompleto, e em fase de conclusão.
foi revisado em 05/03/2005)
